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quarta-feira, 6 de agosto de 2008

ORIGEM DO MANGALARGA

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COUDELARIA REAL DA CACHOEIRA DO CAMPO
OU
COUDELARIA DE BARBACENA
POR SER LOCAL DA MORADA DO VISCONDE DE BARBACENA
ONDE HAVIA ALÉM DO QUARTEL O PALÁCIO DOS GOVERNADORES.









QUARTEL DA CACHOEIRA
Durante o século XVIII a Coroa realizou uma série de investimentos para criar e desenvolver um corpo de cavalaria denominado “Dragões”, que culminou com a construção do Quartel dos Dragões e do Palácio dos Governadores Gerais, em 1779. Ao lado destes investimentos do Estado, os particulares também foram estimulados a fazerem suas próprias criações, não só para proveito do Estado, como também para usa daquela população que se multiplicava e enriquecia nas Minas Gerais.

Foi neste cenário, por volta de 1750, que se estabeleceu no Sul de Minas, na Fazenda Campo Alegre, em São Thomé das Letras, o português João Francisco Junqueira, natural de São Simão da Junqueira, próximo a Braga,PORTUGAL .
Poucos anos depois mudou-se para um lugarejo próximo denominado Favacho, onde construiu a casa e uma capela,na qual encontrou-se a seguinte inscrição: “Foi Benta em 1o. de Janeiro de 1761”.
1761, marco do estabelecimento dos Junqueira no Favacho, podemos considerar como o ponto de partida da criação Mangalarga.
João Francisco Junqueira teve diversos filhos, todos fazendeiros e criadores como o pai. É costume atribuir-se o título de primeiro criador ao filho mais novo do Patriarca, Gabriel Francisco Junqueira, Barão de Alfenas, pelo fato de ter sido através dele, quando Deputado do Império(1831), que o cavalo dos Junqueira chegou à Fazenda Mangalarga, onde adquiriu este nome.
Podemos facilmente imaginar o sucesso que tal empreendimento causou nas Minas Gerais, de onde irradiaram-se produtos para todas as regiões, beneficiando todas as melhores criações através de seus concorridos remates.
Com o estabelecimento da Coudelaria em 1820, os primeiros produtos foram desmamados em 1821; entre eles 2 potros e 2 potras do “cavalo do Junqueira”. Como esse cavalo procriou em 1821, já era reprodutor em 1820, devendo ter nascido antes de 1817. Portanto, antes de 1817, a Mangalarga já tinha ares de raça, com um representante sendo utilizado como reprodutor no principal núcleo de criação do País.
Os primeiros Junqueira partiram do Sul de Minas em 1812, vindo parar em Orlândia, no Estado de São Paulo, onde em 1816 estabeleceu-se, na Fazenda Invernada, um neto do Patriarca com o nome de Francisco Antonio Junqueira e na Fazenda Santo Ignácio em Morro Agudo estabeleceu-se seu cunhado, João José de Carvalho, ambos provenientes das Fazendas Favacho, em Cruzília, e Santo Ignácio, em Luminárias. Trouxeram consigo, além da família e famulagem, seus animais entre os quais o garanhão Sublime e a égua Fortuna, mãe de Fortuna I.
Voltando a Minas Gerais, por ocasião do nascimento de sua primeira filha, Francisco Antonio foi presenteado por um de seus cunhados com um potro alazão salpicado de nome Volteiro, que reproduziu apenas 2 anos por ser quase indomável, apesar de lindo, ótimo andar, resistente à toda prova. Teria sido este animal o antecedente do cavalo Alazão, um dos mais renomados reprodutores dos primeiros tempos e ainda responsável pela introdução da pelagem salpicada no Mangalarga.
Em 1833 casou-se José Frauzino Junqueira, irmão mais novo de Francisco Antonio, e como o costume era o noivo chegar a cavalo, Frauzino adquiriu de um tio de sua noiva, Carlos de Sá, na Mantiqueira, o cavalo Gregório, descendente dos Sublimes de Barbacena. O pagamento foi feito pela troca de vinte novilhas turinas, uma fortuna para a época.
Em 1840, com a saúde abalada, Francisco Antonio retornou a Minas, centro mais civilizado e de maiores recursos para tratamento, em companhia de seu filho primogênito João Francisco, da Fazenda Melancias.
Informado por seu primo Francisco de Andrade Junqueira – o ‘Chiquinho do Cafundó’ – filho do Barão de Alfenas, de que os cavalos dos Junqueira estavam muito valorizados devido a uma compra que lhes fizera um fazendeiro muito rico do Estado do Rio dono da
FAZENDA MANGALARGA
e este os teria recomendado a amigos, João Francisco adquiriu um reprodutor para refrescar a consangüinidade dos cavalos criados em São Paulo. Este esteio da raça foi Telegrama, conhecido dos antigos criadores por Telegrama Velho.

Em 1867, Francisco Marcolino Diniz Junqueira – o ‘Capitão Chico’, segundo filho de Francisco Antonio, tomou emprestado de seu amigo João Alves Gouveia, Barão de Lavras e proprietário da Fazenda Chamusca, em Carmo da Cachoeira, Minas Gerais, o reprodutor Joia, conhecido como Joia da Chamusca, fundador de um importante ramo da Mangalarga, que vem até nossos dias. O último grande chefe de raça dos Mangalarga primitivos foi Rosilho (ou Abismo), de Antonio Gabriel Junqueira, filho do Barão de Alfenas e proprietário da Fazenda Narciso, em Cruzília.
Os Junqueira sempre preservaram e distinguiram as linhagens de: Fortuna, Sublime, Gregório, Telegrama, Joia e Rosilho, devido ao fato deles descenderem de diferentes reprodutores ou mesmo de diversas linhagens de reprodutores que pertenciam à Coudelaria Real de Cachoeira do Campo ou Coudelaria de Barbacena, como era conhecida, por ter sido morada do Visconde de Barbacena.
Em Cachoeira do Campo coexistiram cavalos de raça Alter, Inglês, Frances, Alemão, Árabe e, provavelmente, do Cabo da Boa Esperança.



Os “Fortuna” eram reforçados, de crinas ásperas, corpo curto e forte, ventre desenvolvido; cavalos um tanto cilíndricos e de membros bem aprumados. Tinham contra si a cabeça pesada e o pescoço deselegante. Todos com andar elegante e resistência à toda prova.
A linhagem “Sublime”era proveniente da Coudelaria de “Barbacena”, da qual João Francisco “das Melancias” tinha uma égua preta que muito estimava e dizia sempre ser filha do Sublime, cavalo de seu falecido pai. Esta égua foi mãe de Rio Branco.
Gregório era tordilho, crinas claras, descendente dos “Sublime” de Barbacena. Seus filhos eram elegantes, de pescoço comprido, pêlos muito finos e crinas transparentes. Entre seus descendentes, dois levaram o nome de Cisne, devido ao pescoço elegante.
Os “Telegrama”eram marchadores, não tão carnudos como os “Fortuna”, cabeça fina, crina e cauda com pouco cabelo macio, de garupa plana e grande velocidade, muito usados como cavalos de silhão .
Os “Joia”eram escorreitos, impecáveis na forma, pescoço altaneiro, olhos vivos, cabeça pequena, porém menos seca que os “Telegrama” e os “Gregório”, ágeis e velozes; mas como os “Fortuna”, eram rebeldes. Os “Joia” foram célebres cavalos de corrida e de caçada.
Os “Rosilho” tinham a mesma origem e tipo dos “Telegrama”, porque seus criadores eram irmãos e vizinhos. De Rosilho (ou Abismo), descendem a maioria dos representantes da raça de marchadores e da raça Mangalarga.

ESQUEMA DAS ORIGENS DO CAVALO MANGALARGA

1) CAVALO DA PENÍNSULA IBERICA
+ CAVALO DOS MOUROS E ÁRABES
=CAVALO DO CONQUISTADOR

2) CAVALO DO CONQUISTADOR, VINDO DO NORTE.
CAVALO DO CONQUISTADOR TOMÉ DE SOUZA
+CAVALO HOLANDÊS
=CAVALO DO SERTÃO DO SÃO FRANCISCO (NORDESTE)

3) CAVALO D CONQUISTADOR, VINDO DO SUL.
CAVALO DE MARTIN AFONSO DE SOUZA (PIRATININGANO)
+CAVALO DE ÁLVAR NÚÑES CABEZA DE VACA
+CAVALO DE PEDRO DE MENDOZA
= CAVALO DOS TROPEIROS (CAVALO SULINO)

4)CAVALO DE MINAS GERAIS =
CAVALO DO SERTÃO DO SÃO FRANCISCO (NORDESTE)
+ CAVALO DOS TROPEIROS (CAVALO SULINO)
=CAVALO DE MINAS GERAIS (BASES DO CAVALO DO JUNQUEIRA)

5) CAVALO DA CORTE E DA ABERTURA DOS PORTOS
= CAVALO ALTER
+ CAVALO DA CIDADE DO CABO
(CAVALO INGLÊS DE CORRIDAS + CAVALO HOLANDÊS)

6) CAVALO DO BRASIL NA ÉPOCA DE D. JOÃO (RIO E MINAS GERAIS)
= CAVALO DE MINAS GERAIS+ CAVALO ALTER+ CAVALO DA CIDADE DO CABO

7) CAVALOS DA COUDELARIA REAL DA CACHOEIRA DO CAMPO:
=REPRODUTORES DE VÁRIAS ORIGENS (PORTUGUÊS, FRANCÊS, ÁRABE ALEMÃO,O CAVALO DO JUNQUEIRA E O CAVALO DO CABO DA BOA ESPERANÇA)

8) CAVALO MANGALARGA
=
CAVALO DO JUNQUEIRA + CAVALO DO BRASIL NA ÉPOCA DE D. JOÃO +
VÁRIOS REPRODUTORES ESTRANGEIROS ORIGINÁRIOS DA COUDELARIA REAL DA CACHOEIRA DO CAMPO.




CAPELA DO FAVACHO
Adélia D. Junqueira Bastos , José Mário Junqueira de Azevedo , GeraldoD. J. Filho e
Maria Sylvia A.B.D.J.
FAZENDA FAVACHO
PRÓXIMO

O MANGALARGA EM SÃO PAULO



Fazenda Invernada(colorida)
FAZENDA INVERNADA
Aquela marcha picada, batida, ao passo esquipado, tão úteis nas grandes caminhadas, nas montanhas e terrenos acidentados de Minas Gerais, onde nos seus campos limpos, de fácil visão e audição, a caçada ao veado – esporte favorito da época – podia-se acompanhar nesta toada, foi modificada com a vinda dos primeiros criadores para São Paulo.
capitão  Chico e Piano
As terras planas da Mogiana e a vegetação do cerrado obrigaram o criador a selecionar animais bons galopadores e, em conseqüência desta seleção, o andar do Mangalarga evoluiu para marcha trotada.O grande artífice desta formidável evolução foi, sem dúvida, Francisco Marcolino Diniz Junqueira – o “Capitão Chico” – trabalhador obstinado, fazendeiro entusiasmado e evoluído, caçador infatigável e insuperado, e, sobretudo, apaixonado incondicional por sua criação de cavalos.Homem de espírito empreendedor, “Capitão Chico“ conseguiu um desenvolvimento notável em todas suas propriedades e criações. Relacionou-se em todo o Estado com as mais eminentes pessoas e constituiu um patrimônio tal que, junto com seus descendentes, liderou a implantação do café na região. O progresso possibilitou o conhecimento de outros países e outras raças de cavalos que o “Capitão Chico“ e sua família não mediam esforços em testar e confrontar com os de sua própria criação; mas não os utilizou em linhagem masculina por revelarem-se inferiores aos seus, em nossas condições.Em toda criação feita com orientação, determinação e perseverança, nascem, de tempos em tempos, indivíduos proeminentes, capazes de marcar toda uma raça. Na Mangalarga também foi assim. E, esse agente que transformou totalmente a raça Mangalarga foi COLORADO.Linhagem paterna dos “Fortuna”, filho de Fortuna V, Colorado também descendia de Telegrama, Gregório, Joia da Chamusca, Sublime e Alazão, trazendo em si a mais nobre herança da Mangalarga que veio engrandecer as raças nacionais. Em 1917, no Rio de Janeiro, Colorado foi Campeão de Todas as Raças Nacionais; e deixou em seus inúmeros descendentes a correção impecável de suas formas e a marca indelével de sua presença: a pelagem “alazã”, até então muito rara e que hoje é a marca registrada da raça Mangalarga.Podemos dizer, com toda segurança, que a totalidade da raça descende de Colorado, o alazão bronzeado com listra na testa e pé direito branco, crioulo de um dos mais importantes criadores, o Coronel Francisco Orlando, fundador da cidade de Orlândia e filho do “Capitão Chico“.
Saturno
Orientados pelo zootecnista Paulo Lima Corrêa, que em 1928 sugeriu no seu livro “A Criação do Cavalo” as bases da caracterização do Mangalarga, e inspirados no trabalho do zootecnista argentino Emílio Solanet, que lançou as bases do cavalo CRIOULO ARGENTINO, os criadores Dr. Celso Torquato Junqueira e Renato Junqueira Netto reuniram um grupo de criadores que doaram 15 éguas à Estação Experimental de Sertãozinho para que fossem iniciados os estudos técnicos sobre a raça Mangalarga e posteriormente estabeleceram-se as bases de sua seleção.Em 25 de setembro de 1934 foi fundado o Registro Genealógico do Cavalo Mangalarga em São Paulo e eleita sua primeira diretoria. Foi constituída a Comissão Julgadora para selecionar os animais a serem aceitos no Livro Aberto. Todos os criadores podiam requerer o exame de seus animais e, se preenchessem as exigências para registro, seriam inscritos no Livro. O recebimento de animais em Livro Aberto encerrou-se em 31 de Dezembro de 1943, com o registro em Livro Fechado, onde só seriam admitidos filhos de pais registrados. Esta providência, bastante questionada por muitos que a julgaram precipitada, foi que ocasionou a criação da Associação dos Criadores dos Cavalos Marchadores da Raça Mangalarga, para que aqueles criadores possuidores de animais em condições de registro no Livro Aberto, mas que por qualquer motivo não o fizeram, pudessem optar por um outro registro.A alegada diferença de andares não se justifica, uma vez que, a princípio a Associação de Criadores de Cavalos da Raça Mangalarga admitia a marcha em três tempos e, só a retirou do padrão por uma interferência indevida do Ministério da Agricultura, pressionado por criadores da nova raça que queriam exclusividade no andamento.

FRANCISCO ORLANDO, SEU CAVALO COLORADO E SUA FAZENDA BOA VISTA
PRÓXIMO

UMA RAÇA DE SELA E A REAL PUREZA RACIAL

SATURNO


“A História serve para construirmos o futuro e não para vivermos o passado.”

É habitual entender-se como puro o animal com pais registrados e suas ascendências conhecidas. Embora estas exigências sejam indispensáveis, estão longe de serem suficientes para caracterizar um verdadeiro puro sangue.
A uniformidade das características raciais e a capacidade de transmiti-las aos descendentes é o principal, e mais importante, atestado de pureza racial.
A prepotência reprodutiva, ao contrário de que alguns criadores principiantes imaginam, provém de um extremamente lento processo de depuração, unicamente alcançado com o tempo, paciência, obstinação e firmeza de conceitos. As iniciativas transgressoras deste processo sempre resultam em fracasso e, para isso, bastam apenas três gerações.
A formação de uma raça sempre antecede seus registros e os técnicos.
São as necessidades, os interesses afins, a submissão ao mesmo ambiente e, principalmente, um longo tempo que fazem sobressair os caracteres favoráveis, que justificam tal raça. Indivíduos semelhantes, reproduzindo-se em descendentes com as mesmas características dos pais, é que constituem a verdadeira pureza.
Embora desejável em cavalos de sela, sabemos que a identidade é impossível; mas a importância do brilho, do caráter, da vontade, da nobreza e da individualidade, assim como um padrão mínimo de comportamento, morfologia e competência são, sem dúvida, fundamentais.
A seleção deve ser uniforme e constante. Maus indivíduos com ótimos pedigrees não pertencem, de forma alguma, à raça; são apenas segregações sem qualquer afinidade com os bons.
O selecionador deve ter em mente que a competência molda as formas e o tipo médio do grupo não encerra somente as qualidades físicas desejáveis, mas também as morais indispensáveis. Não se pode mudar profundamente a morfologia de uma raça, de uma hora para a outra, sem perdas lastimáveis em todos os sentidos.
Enfatizamos ainda a importância das qualidades morais que nos cavalos, diferentemente dos outros ramos da zootecnia, são fundamentais.
Vontade, obediência, destreza, agilidade são indissociáveis do cavalo de sela.
Ao cultivar-se uma raça, é indispensável a resposta às seguintes perguntas:
Encerra o grupo qualidades tantas que justifiquem o estabelecimento da raça?
Estas qualidades são tantas que a simples preservação garantirá sua sucessão?
O universo dos indivíduos catalogados é suficiente para garantir sua continuidade?
Se houver necessidade de fazê-la evoluir, encontra-se no meio variabilidade que a permita?
E à pergunta principal: que qualidades definem realmente a raça? Qual o padrão da raça?
A Mangalarga tem e sempre teve tudo para figurar com destaque ímpar entre as raças nacionais, da nobreza indiscutível de seus formadores, aos métodos práticos implacáveis de sua antiga e tradicional seleção.
Mas, para continuar a merecer prestígio, toda seleção tem que manter a busca constante da melhoria e conhecer sua história e sua origem é, no mínimo, indispensável para enfrentar-se esta missão.



DANILO

Geraldo, Flávio e Carmem em Alter



FIM

RESUMO da História

Mais dados para comprovar esta História
VEJA A CONTINUAÇÃO :




sexta-feira, 11 de julho de 2008

O AUTOMÓVEL O POLO E O MANGALARGA


O primeiro automóvel de motor a explosão que o Brasil ganhou foi um presente de Santos Dumont. O brasileiro apaixonado por mecânica estava em Paris quando surgiram os primeiros carros. Interessou-se imediatamente pela novidade. Não era fácil, em 1890, adquirir um carro: é ele que confessa no seu livro “Meus Balões”. Teve que percorrer várias usinas procurando o melhor. Acabou, em 1891, comprando um Peugeot. Foi um dos primeiros fregueses da grande fábrica francesa.
Santos Dumont trouxe esse carro para o Brasil. Menos para andar, do que para estudá-lo.
Quem sabe o que aprendeu Santos Dumont daquele motor, naquele novo veículo? O que deverá a aviação a esse primeiro motor Peugeot?
Há um documento na prefeitura de São Paulo no qual Henrique, irmão de Santos Dumont é o automobilista pioneiro da capital bandeirante.
Não conseguimos apurar se esse carro é o mesmo que o “Pai da Aviação” trouxe, ou se Henrique importou outro.
Se Santos Dumont, nas suas experiências, não destruiu o Peugeot, o carro é o mesmo.
No ano seguinte ele voltaria a Paris e não levaria carro algum na sua bagagem.
Mas de qualquer forma credite-se a Henrique, morador em São Paulo, o pioneirismo do carro bandeirante.
Henrique, irmão de Alberto, era o primogênito da família. Por ter nome idêntico ao pai, alguns autores fazem confusão e citam o pai de Santos Dumont como o possuidor do primeiro carro paulistano. Mas era o filho, mesmo, porque em 1901 o chefe da família já havia falecido.
Há um documento onde ficou firmado o pioneirismo de Henrique Santos Dumont em automóvel a explosão na cidade de São Paulo: é o requerimento que faz, datado de 1901, ao governador da cidade requerendo baixa do lançamento do imposto sobre seu automóvel.

Eis as razões do peticionário:
“...o suplicante sendo o primeiro introdutor desse sistema de veículo na cidade, o fez com sacrifício de seus interesses e mais para dotar a nossa cidade com esse exemplar de veículo “automobile”; porquanto após qualquer excursão, por mais curtas que sejam, são necessários dispendiosos reparos no veículo devido à má adaptação de nosso calçamento pelo qual são prejudicados sempre os pneus das rodas. Além disso o suplicante apenas tem feito raras excursões, a título de experiência, e ainda não conseguiu utilizar de seu carro “automobile” para uso normal, assim como um outro proprietário de um “automobile” que existe aqui também não o conseguiu”.

Por esse documento ficamos sabendo que existia um segundo carro na cidade de São Paulo, em 1901. Depois de demoradas pesquisas acreditamos que o nome de seu possuidor tenha sido o Conde Álvares Penteado.
Além do mérito histórico dessa petição do Dr. Henrique Santos Dumont o documento tem uma outra característica: é a primeira reclamação de um dono de automóvel ao poder público contra as más estradas e as ruas em péssimo estado de conservação.
Mais de 100 anos depois, em muitas cidades do Brasil ainda é atual o sentido da petição do Dr. Santos Dumont: as ruas continuam péssimas e são as responsáveis maiores pelo estrago dos veículos.
Pena que requerimento idêntico tenha a característica do primitivo: inócuo.
Até a 1º Guerra Mundial, o Brasil só importava carros montados. Em 1919 a Ford inaugurou a primeira linha de montagem produzindo o Modelo T, mais conhecido como Ford Bigode, cujas peças chegavam em caixas de madeira. Em 1925 chegava a General Motors, em 1926 a Internacional Harvester inicia a montagem de caminhões e em 1928 é a vez da Fiat. Em função do crack da Bolsa de Nova York em 1929 e a decadência da economia cafeeira no Brasil, houve uma retração da expansão do setor automotivo.
O primeiro automóvel rodou em ribeirão Preto em 1905.
O primeiro automóvel a chegar a região de Orlândia, segundo Ana Blandina de Almeida Prado, minha avó, foi o de Cirilo Laguna, que sempre esteve envolvido com mecânica.
O primeiro proprietário de automóvel da família de meu bisavô, Francisco Orlando Diniz Junqueira , pertenceu a meu avô Quico, Francisco marcolino ,por volta de 1917-1918.

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COLSON,ACACIO,EDMUNDO e JOÃO FRANCISO.

O JOGO DE PÓLO EM ORLANDIA
Em janeiro de 1924, o senhor Amadeu Bruzza, agente da
Companhia Ford em Orlândia, mudando-se para Catanduva,
vendeu sua oficina mecânica e agéncia Ford ao senhor
Ernesto Colson, um inglês criado na Argentina. Nesse
tempo nem todas as pessoas podiam possuir um carro
Ford, andava-se mesmo era a cavalo. Tornando-se amigo da
família Junqueira, criadores de cavalo da raça mangalarga e
percebendo que eram bons cavaleiros, Ernesto Colson
propôs ensinar-Ihes .as regras do pólo e dirigir o jogo.
Assim, foi criado em 1924, o Orlândia Pólo Clube, um dos
primeiros a praticar esse esporte no Brasil.
Os filhos do Coronel Francisco Orlando Diniz Junqueira,
moços e bons cavaleiros, entusiasmaram-se com a idéia e
chefiados pelo irmão mais velho, João Francisco, fundaram
o clube, colhendo assinaturas e contribuições de parentes
e amigos que se tornaram também sócios, comprando
assim o terreno para o Orlândia Pólo Clube.
Formaram-se os times e iniciaram os jogos sob a, direção e
os ensinamentos do Inglês Ernesto Colson. Não tardou
tornaram-se bons jogadores.
Em 1926 a Hípica de São Paulo resolveu disputar uma taça
em Orlândia. Passo a palavra ao jornal da terra, "A Notícia":
'Terá lugar amanhã no Orlândia Pólo Clube, desta cidade, entre o
primeiro quadro da nossa associação e o primeiro quadro da
Sociedade Hípica Paulista, da Capital. O jogo terá lugar às 3:30
horas.Será disputada a taça Dr. Edmundo de Carvalho, oferecida
pelo Dr.Campos Mello, "sportman" da capital. O time visitante será
formados pelos Srs.: W Parker, "'back", Tito Pacheco, n3, Dr.
Edmundo de Carvalho, n2 e Capitão A. Navarro, n1. O time de
Orlândia se compõe de: Ernesto Colson, "back", Acácio Diniz
Junqueira, n3, João Francisco Diniz Junqueira, n2 e Edmundo
Diniz Junqueira, n 1.
O resultado foi surpreendente: Orlândia 7 gols e Hípica de
São Paulo 2.

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TIME FINALISTA DO CAMPEONATO PAULISTA DE 1928.

CAMPEÃO

LUIZ BENIN, JÓSE GALVÃO DE FRANÇA, OLIMPIO ROSA JUNQUEIRA, MARIO RIBEIRO JUNQUEIRA E O PRESIDENTE DO CLUBE JOÃO FRANCISCO DINIZ JUNQUEIRA.

Todos montados em Cavalos Mangalarga.

A Mangalarga só seria fundada em 1934.

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Quadro Campeão Paulista  de Polo 1952
QUADRO CAMPEÃO PAULISTA DE 1952
Roberto Rezende Junqueira,Ozório Rzende junqueira, Fernado Diniz Junqueira e Geraldo Diniz Junqueira.
polo
QUICO, ROBERTINHO, BAEL E GERALDO

EQUIPE BRASILEIRA DE POLO VICE CAMPEÃ MUNDIAL DE POLO MÉDIO HANDCAP

PARECE QUE A NOVA GERAÇÃO VAI MANTENDO A TRADIÇÃO DO POLO DE ORLÂNDIA
Renato Junqueira (Orl.) Gustavo toledo (Orl.)
veja o início da final Brasil x Chile

segunda-feira, 23 de junho de 2008

FAVEIRO MANGALARGA EM AÇÃO

FAVEIRO MANGALARGA
(RIGONI E RESSACA POR SHEIK)
vídeo: click na foto

quinta-feira, 19 de junho de 2008

XII MANGALARGÃO REPRISE DOS NETOS

vídeo: click na foto

FLÁVIO, RENATA, REGINA, CAROLINA, MARCOS, ADRIANA, JOÃO FRANCISCO E ANA BLANDINA.

NICARAGUA , NORUEGA, QUIMERA, GRANADA, MADAME LYNCH, RÁFIA, KARNAK E HIROSHIMA .

quarta-feira, 18 de junho de 2008

REPRISE DOS NETOS DE GERALDO D. JUNQUEIRA

Vídeo: CLICK NA FOTO

MINUANO NARCEJA II E NORUEGA

Click na foto para ver o vídeo

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Ventaneiro do Sheik vídeo

Click na foto e veja o vídeo


Ventaneiro do sheik
(Lanjal e Uruguaiana por Minuano)

sexta-feira, 23 de maio de 2008

LINHAGENS ESTRANGEIRAS


Maine

Kalifa por Uazir e égua crioula do RGS

Tenor por Beduíno e Vantagem

Glenarra por Glen chief


GLENCHIEF

O nosso mangalarga vem sendo selecionado por sua função no serviço da pecuária do Brasil, na caça ao veado e em longas viagens desde 1812 quando o primeiro Junqueira chegou à região de Orlândia. O animal Gregório de 1826 é o mais antigo que tem suas linhas podendo ser traçadas até os dias atuais.
AS influências estrangeiras no Mangalarga e que são sabidas foram feitas por aqui muito antes de ser criada a associação brasileira dos criadores desta raça.

São elas bem conhecidas:

1) 1876 Um garanhão trazido pelo conselheiro Antonio Prado por Optimist em Miss Lucy com 3 produtos, um macho e duas fêmeas, (OSMAN + 1873 consta do Stud book como AUGUSTE). Este cavalo P.S.I. foi importado em 1876 pelo Cons. Antonio Prado para concorrer à inauguração do Hipódromo Paulistano. O Capitão Chico mandou à Fazenda Santa Veridiana quatro éguas filhas do Fortuna III para serem postas com o Osman. Desse cruzamento, resultam um cavalo Mondoia e duas éguas uma preta e outra alazã, que também tem larga importância no Mangalarga até nossos dias.

Sabendo que no Brasil havia um ótimo cavalo importado por seu amigo Antônio Prado, o capitão Chico não teve dúvida em mandar éguas para serem cobertas por esse reprodutor. Por Optmist em Miss Lucy descendente de Diomed, o primeiro Derby winer, em Miss Lucy essa descendente de Gladiateur, o primeiro Derby winer Francês, Osman Gerou Ligeira que gerou Megera e Fronteira de boa influência na raça).

2) um cavalo PSI americano LANCASTER: Puro Sangue Inglês, importado dos Estados Unidos da América. Foi emprestado em 1896 pelo seu proprietário Elpidio Gomes - Sertãozinho SP, ao Coronel Francisco Orlando. Castanho-escuro, de grande porte. Produziu Maine por Lancaster e Lontra , Vantagem por Lancaster e Amára.

3) Um cavalo Árabe importado do deserto pelo Dr. Assis Brasil,UAZIR, Kalifa (Uazir árabe em égua crioula do Rio Grande do Sul) Cor: Zaino, rabisco na testa. Andar: Trote miúdo. Formas: Regular. Kalifa gerou Narceja, Colina I e Cigana I, todas de importância na formação do cavalo de hoje, sendo que Colina I é a quinta mãe de Sheik e quarta de Pensamento . “Embora oficialmente a criação brasileira do Cavalo Árabe tenha começado no Rio Grande do Sul em 1929, com o registro do garanhão Rasul, importado da Argentina por Guilherme Echenique Filho, existem informações seguras de que muitos cavalos Árabes chegaram ao país bem antes disso. Oswaldo Gudole Aranha, emérito criador e presidente da ABCCA entre os anos 1975 a 1977, em seu artigo no primeiro volume do Registro Genealógico do Cavalo Árabe (Stud Book), Oswaldo Aranha cita registros de importações de cavalos Árabes em 1826, 1837, 1859, 1885 e destacando como sendo uma das mais importantes a realizada em 1894 pelo famoso estadista Assis Brasil que trouxe Amir, Maalek e Mazir ou Uazir” (Uazir pai de Kalifa e avô de CIGANA I, COLINA I e NARCEJA FODJ que também entraram na formação do mangalarga moderno), três importantes reprodutores nascidos no próprio deserto e que impressionaram muito as autoridades na época.

4) Beduíno + ou – 1895 (era um Ango-Árabe - protótipo de cavalo de sela). Foi emprestado ao Coronel Francisco Orlando. Beduíno era alazão dourado. Anglo Árabe vindo da Argentina. Quando da visita de Julio Roca, presidente da República Argentina ao Brasil, presenteou o presidente Campo Sales com um cavalo Anglo-árabe de nome Beduíno. Com os encargos da presidência, Campo Sales não podia cuidar devidamente do animal que estranhando a mudança de ambiente adoeceu. Tomando conhecimento do fato o Cel. Francisco Orlando prontificou-se a cuidar do animal. Foi assim que recebeu de presente o cavalo doente e o levou de trem até sua fazenda Boa Vista, em Orlândia. Recuperado esse animal deixou numerosos filhos, inclusive Tenor.Tenor foi pai de Espada que gerou Porcelana que foi mae de Absinto e Invasor.

Essa porcelana, que possuía menos de 1/8 de sangue estrangeiro, e seus filhos foram o motivo da discórdia entre sebastião malheiros e a Associacao dos criadores do cavalo mangalarga.

Ate parece que os outros 7/8 nao poderiam ser responsáveis pela beleza e funcionalidade de seus descendentes.

5) ASH: Houve também uma utilização de um cavalo (Glenarra) e duas éguas (Golden Wine e Golden Princeps) American Salde Horse (1925). Cujo resultado não foi de grande valia e seus descendentes logo descartados, esse ASH apresentavam um galope desequilibrado, galopavam com a garupa, restando somente uma linha feminina que hoje está praticamente extinta.

6)podemos citar também Bardo da raca Alter com alguma influencia.

A maioria dos animais estrangeiros introduzidos só sobreviveu por linha feminina já que os próprios selecionadores reconheceram a superioridade de seus animais nas condições tropicais.

Mesmo que seus descendentes fossem cruzados, a seleção bruta nas caçadas,os rigores do clima e vegetação, tratou de retornar o foco para o que realmente importava, somente incorporando algumas características desejáveis obtidas nesses cruzamentos.


Veja os contemporâneos de nossos fundadores de Linhagem no PSI:

Gregório 1826 Mangalarga
Sir Hercules 1826 PSI
Touchstone 1831 PSI
Fortuna 1835 Mangalarga
Alazão 1845 Mangalarga
Stockwell 1849 PSI
Newminster 1848 PSI
Hermit 1864 PSI
Jóia da Chamusca 1867 Mangalarga
Telegrama Velho 1868 Mangalarga
Doncaster 1870 PSI
Colorado 1912 Mangalarga
PHALARIS 1913 PSI.

No intuito de esclarecer e ao mesmo tempo enriquecer a história e a importância para a época destas introduções.
Qualquer tentativa de novas introducoes nao se justificam pelos precendentes historicos e levam a perda de genes duramente selecionados por quase duzentos anos.

terça-feira, 13 de maio de 2008

Argentino Mangalarga Video

video 1


video 2


domingo, 11 de maio de 2008

AS CINCO CAMPEÃS



Esta é uma fotografia por nós considerada histórica pois reune o que de melhor meu pai criou, são as cinco campeãs: Noruega, Granada, Siriema, Narceja e Hiroshima, todas foram grandes campeãs ou reservadas de grandes campeãs em Exposições Nacionais e da CCCN. Abaixo temos a fotografia da Narceja II com a Noruega.

Noruega, foi a grande Campeã Nacional em 1987, a primeira amarilha a conseguir tal feito. Era e ainda é muito bonita, elegante e que impressionava até mesmo os leigos. É mãe do Argentino do Kaiser e do Ksar.
Narceja II, na minha opinião e na de muitos foi injustiçada, perdendo para a Lemar o campeonato, mas era uma linda égua, potente e boa de andar. Foi mãe do Uira-Porã.
Hiroshima, grande campeã em São Paulo, era uma égua fantástica, boa de andar, ótima e linda. Montei bastante nela.
Granada, foi Campeã Nacional em Goiania na exposição da CCCN, e depois Campeã Nacional em São Paulo. Meu pai fez cavalgada na sua sela.
Siriema, foi Campeã Nacional em 1966 e reservada Campeã em 1965. Foi mãe de Rigoni, Leguisamo, Dendico e outros formidáveis cavalos.

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